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SINOPSE


Em busca do Tempo Perdido Vol. 5 (PDF)
Quinto romance da série Em Busca do Tempo Perdido, este A Prisioneira inaugura o chamado
"ciclo de Albertine", que continua e termina em A Fugitiva. É o primeiro dos três romances póstumos de
Marcel Proust e, embora não tenha sido deixado em versão definitiva pelo autor, está inteiramente
acabado quanto ao conteúdo. Sem ser dividido em capítulos, sua estrutura compreende, todavia, cinco
jornadas, ou séries de dias, estrutura que já foi comparada à de uma tragédia clássica.
A personagem de Albertine ganha aqui um relevo extraordinário, raiando pela obsessão.
Praticamente não há página em que seu nome não apareça ou em que não haja menção a ela, de tal
modo as análises psicológicas do Narrador têm como fundo o seu ciúme por ela, a quem mantém como
que seqüestrada em sua casa.
O mais importante, porém, é assinalar outro tipo de reflexões sobre literatura, onde, a partir de
comentários monologais quanto à obra musical de Vinteuil, Proust expõe, a grosso modo, o seu método
crítico e a maneira de empregá-lo embora não num sistema coeso, antes numa série de pequenas
notações que, no entanto, visam à generalidade e preparam as reflexões finais de O Tempo Recuperado.
Mas a maior marca deixada em A Prisioneira é a da morte: não só ocorrem as mortes de muitos
personagens do ciclo, especialmente as de Bergotte e de Charles Swann (a deste último, já previamente
assinalada em Sodoma e Gomorra, tem aqui um desenvolvimento emocionado por parte do Narrador),
como, especialmente na última jornada, ocupa uma posição de destaque nas reflexões e monólogos do
Narrador, desse modo antecipando a morte futura de Albertine e a noção de que o tempo, afinal, mais
uma vez, destrói todo amor. Por estas e outras considerações, A Prisioneira anuncia o final do ciclo e nele
acelera-se enormemente o tempo da narrativa, que progride vertiginosamente para o seu fim em O
Tempo Recuperado.

Valor do empréstimo: R$ 0,00



Ministério Da Cultura e BRDE


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