Tornar-se humano na história é tarefa de cada indivíduo e da espécie... humana. Não nascemos prontos. Tornamo-nos o que somos por meio de longo processo de desenvolvimento biopsicossocial, conforme as interações sociais de que participamos e nos constituem no contexto histórico em que vivemos. Em sociedades letradas/grafocêntricas, aprender a ler e escrever tem função determinante nesse processo de humanização, representando novas formas de conhecer e compreender o mundo. Assim também, na história da humanidade, foram determinantes a invenção e o domínio da escrita – para registro do cotidiano, comunicação à distância no espaço e no tempo, transmissão da memória individual e coletiva – e a criação das bibliotecas – para guarda, preservação, organização e transmissão do conhecimento e da cultura escrita em seus diferentes materiais e suportes: tabuinhas, papiro, pergaminho, papel e livro, produto da revolucionária invenção da prensa de tipos móveis, por Johannes Gutenberg, em 1439.“Biblioteca” do grego “byblion”, “papel, rolo com escrita”, de “byblos”, “papiro, rolo de escrita”, mais “theke”, “caixa, cobertura”, é, portanto, não apenas um espaço onde se guardam objetos como livros e documentos, mas sobretudo um território onde se cultivam e transmitem a memória e a história da humanidade neles contidas e transmitidas aos herdeiros que somos, cada um de nós, quando nos tornamos leitores.São muitas as bibliotecas que me habitam, que me acolheram e onde me refugiei em momentos bons e ruins, onde estudei e pesquisei, onde aprendi...